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PARASITOSE E SAÚDE

  mosquito vestor da elefantiase

Parasitose Intestinal


Vermes..., algo muito freqüente em nosso meio.
A contaminação da água servida com a potável é intensa, visto que existem muitas vezes por dia acidentes que comunicam suas canalizações nos ambientes urbanos. Mesmo utilizando água mineral para beber, a contaminação acaba vindo por alimentos ou até por via aérea como a oxiuríase (em agrupamentos como escolas e igrejas).

Os exames protoparasitológicos são pouco sensíveis, sendo considerada negativa uma pesquisa somente após seis amostras negativas. Podemos considerar a porcentagem de eosinófilos (acima de 2%) no leucograma como um bom indicador indireto da existência ou não de parasitose intestinal. (desde que excluída outras causas de eosinofilia, entre elas, preponderantemente as alergias)

Considerando esta disseminação ambiente, a possibilidade de diminuir a resistência em geral, causar alergias, diminuir a assimilação de nutrientes, causar inflamações e até obstrução intestinal, todos deveriam ser vermifugados pelo menos uma vez ao ano, desde um ano de idade, tanto humanos como animais, incluindo cães e gatos.

Entre os produtos naturais, a infusão fraca de Romã ou semente de abóbora (não Cambotiá) servem para expulsar helmintos (os parecidos com lombrigas).
Entre os produtos químicos, os que indico são: O Mebendazole, que serve para eliminar os helmintos (lombrigas), enquanto que o Etolfamida os protozoários (amebas).

Medicamentos Etofamida 500 mg 6cp
Mebendazole 100 mg 6cp
Duas vezes por dia durante três dias, tomando os comprimidos juntos, uma hora antes das principais refeições.
Repetir após 28 dias


Estes produtos são bastante eficazes e pouco agressivos. O Etolfamida não é absorvido pelo intestino e raramente causa flatulência é causada pelo corante da apresentação comercial, assim sugiro a manipulação sem corantes e sem cápsulas. O Mebendazole é absorvido somente 10% do que é ingerido e raramente causa indisposição gástrica ou intestinal. Por segurança, as mulheres em idade fértil devem usar o mebendazole durante a menstruação, pois existe a possibilidade de teratogênese (mal-formação fetal).
Quanto aos nomes de fantasia, o Mebendazole é muito conhecido, apresentando dezenas de marcas, enquanto que o Etolfamida é disponibilizado somente com o nome comercial de: Kitnos
Melhor usar os dois simultaneamente, assim estaremos diminuindo possíveis interações entre protozoários e helmintos.
Tomar um comprimido (ou uma medida de cinco mililitros) de cada, uma hora antes das refeições. Assim encontraremos o estômago e o intestino vazios, aumentando a possibilidade de contato das substâncias com os parasitas.

 

 


Parasitose Perigosa

Sutil e perigosa, a obsessão grassa, alarmante, disfarçada de transtornos psiconeuróticos vários, particularmente a depressão e o distúrbio de pânico, avolumando-se nos tormentos sexuais em desregramento, assim como nas dependências químicas de natureza diversificada.

Decorrente da assimilação das energias perturbadoras exteriorizadas pelos Espíritos em sofrimento ou perseguidores, por afinidade mental e moral, em razão da inferioridade daqueles que se lhe fazem joguetes espontâneos, a obsessão arrasta multidões aos dédalos de aflições coercitivas, que estão a exigir terapêutica especializada e cuidadosa.

Na raiz de todo desafio obsessivo, encontra-se pulsante o ser endividado, que, não tendo adquirido valores éticos substanciais, é compelido por automatismos vibratórios a sintonizar com aqueles desencarnados que lhe são semelhantes, sejam-lhe as vítimas transatas ou outros que se lhe assemelham.

Tratando-se de seres pensantes, portadores de discernimento e de lucidez, embora embotados pela ignorância ou pela impiedade, urdem planos hábeis, aguardando os momentos próprios para iniciar ou dar prosseguimento a desforços injustificados, gerando parasitose cruel.

A obsessão é rude prova ou severa expiação para aquele que lhe sofre a injunção.

Porque valores morais aceitos na sociedade hodierna, com algumas exceções, encontram-se em decadência, primando pela vulgaridade, as criaturas produzem com insistência campos vibratórios de baixo teor, que facultam a sintonia com as entidades atrasadas ou perversas, dando gênese à turbulência obsessiva.

Normalmente, esses espíritos propelem as suas vítimas às condutas que lhes agradam, aos interesses que lhes são afins, à medida que lhes enfraquecem a vontade, passando a assenhorear-lhes as faculdades mentais, emocionais e físicas.

A identificação vibratória é sempre o recurso que faculta o intercâmbio nefasto do agressor sobre aquele que lhe padecerá a influência perniciosa.

*

Acautela-te da manifestação insidiosa dos Espíritos infelizes, que se comprazem no mal.

Vigia os pensamentos e preserva os bons sentimentos.

Quando uma idéia pessimista ou desagradável, ambiciosa em demasia ou extravagante, persistir em tua tela mental, tem cuidado, pois que poderás estar sob rude e insistente ação obsessiva.

Qualquer desconserto moral, afetivo, econômico, social, desportivo e de outra natureza que te ocorra, abre-te as comportas do equilíbrio vibratório, deixando-te susceptível para sintonizar com os Espíritos obsessores que permanecem aguardando oportunidade própria.

Faze silêncio interior e ora, resguardando-te nessa salutar energia, precatando-te assim da influência negativa.

Age no bem, auxiliando o teu próximo e com ele repartindo bênçãos.

Sempre tens algo para oferecer, que escasseia em outrem.

Se te encontras no aturdimento da indução obsessiva, recorre à psicoterapia espírita, ampliando o tempo da prece e da caridade, revestindo-te de paciência e de amor, com que diluirás as forças nefastas, recuperando a paz.

Persiste no cultivo das idéias otimistas, mesmo que a grande esforço.

A obsessão é processo lento de fixação, por sua vez de demorada erradicação. Nunca te suponhas indene às influências espirituais negativas, reconhecendo as próprias deficiências e trabalhando-te para superá-las.

*

Jesus, o Modelo por Excelência, esteve às voltas com esses Espíritos turbulentos, que se atreviam a tentar dificultar-lhe a ação iluminativa da Humanidade.

Amoroso e paciente, rechaçou-lhes todas as investidas, permanecendo em comunhão com Deus.

Analisa-te com freqüência e observa o próprio comportamento mental e moral, resguardando-te da hipnose nefanda dos obsessores, esses nossos irmãos que ainda permanecem alucinados na retaguarda do progresso, negando-se ao crescimento interior.

(página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 27/06/1997 em Munique, Alemanha).

"Acautela-te da manifestação insidiosa dos Espíritos infelizes, que se comprazem no mal."


Chagas

Transmissão

A doença de Chagas é causada pelo Trypanosoma cruzi, um tropozoário, e é transmitida de um hospedeiro a outro por insetos, no caso humano, é transmitido pelo barbeiro.

A doença de Chagas estava primitivamente restrita aos pequenos mamíferos das matas e campos da América, desde a Patagônia até o sul dos Estados Unidos. Esses animais (tatus, gambás, roedores) convivem com barbeiros silvestres, e através de uma interação biológica, entre eles circula o Trypanosoma cruzi. Com a chegada do homem e os processos de colonização, em muitos lugares aconteceram desequilíbrios ecológicos (desmatamentos, queimadas) e os barbeiros foram desalojados, invadindo as habitações rústicas e pobres dos lavradores e colonos. A doença chegou ao homem e aos mamíferos domésticos. Hoje existem pelo menos 12 milhões de pessoas infectadas pelo Trypanosoma cruzi, das quais 5 a 6 milhões em nosso país.

O tripanossoma é transmitido no ato de alimentação do inseto. Assim que o barbeiro termina de se alimentar ele defeca, eliminando protozoários e colocando-os em contato com a ferida e a pele da vítima. A doença de Chagas também pode ser transmitida por transfusão sangüínea ou durante a gravidez, de mãe para filho.

Manifestações agudas

Normalmente o quadro clínico da infecção surge de 5 a 14 dias após a transmissão pelo barbeiro e 30 a 40 dias para infecções por transfusão sangüínea, mas as manifestações crônicas da doença de Chagas aparecem mais tarde, na vida adulta.

Mais ou menos de 4 a 6 dias após o contato com o barbeiro pode surgir uma inflamação no local da entrada do parasito. Quando a infecção se dá no olho ou próximo a ele, o olho pode ficar inchado, sinal característico da doença, mas pouco freqüente. Quando ocorre na pele dos braços, pernas ou rosto, a lesão inicial pode se assemelhar a um furúnculo ou a uma mancha avermelhada quase sempre dolorosa. Essas lesões iniciais freqüentemente são acompanhadas de "ínguas" nas regiões próximas do local de contaminação.

A febre é um dos sintomas mais freqüentes nessa fase da doença, as vezes o único. Trata-se de febre baixa e contínua, geralmente durando semanas. Alguns dias após a penetração do parasito vão aparecendo mal-estar, falta de apetite, aceleração dos batimentos cardíacos, aumento do tamanho do baço e fígado, inchaço da face e de todo o corpo, indicando a disseminação da doença para todo o corpo. Trata-se da fase aguda da doença. Esse quadro é mais comum entre as crianças, mas jovens (1 a 5 anos). Em pessoas mais velhas, geralmente, esses sinais ficam muito atenuados e fase inicial da doença passa desapercebida, confundindo-se com uma gripe ou mal-estar.

A fase aguda tende a desaparecer espontaneamente. Porém em certos casos graves, sobretudo em crianças, pode sobrevir a morte devido a um ataque intenso do parasito aos órgãos e tecidos mais nobres do corpo, como coração e o sistema nervoso central.

A descoberta da doença nessa fase inicial é extremamente importante, pois os recursos de tratamento, hoje disponíveis, podem, inclusive, proporcionar cura total da infecção, especialmente se o medicamento for dado adequadamente e precocemente.

Manifestações tardias

Passada a fase aguda, as manifestações da doença vão depender de muitos fatores, dentre os quais a capacidade de defesa do organismo e a intensidade agressora do tripanossoma. Muitos pacientes podem passar um longo período, ou mesmo a vida toda, sem apresentar nenhuma manifestação da doença, embora sejam portadores da doença, chamada de forma latente. Em outros casos, entretanto, a doença progride e, passada a fase inicial, pode comprometer muitos órgãos, principalmente o coração e o aparelho digestivo.

O coração é o órgão mais lesado. O coração aos poucos vai se dilatando e crescendo, atingindo dimensões enormes. São comuns nessa fase avançada, as pernas ficarem inchadas, sensação de fraqueza, palpitações e falta de ar. Não são raras, infelizmente, as morte súbitas e inesperadas entre indivíduos jovens, aparentemente sadios. Mas a maior parte dos pacientes não chega a desenvolver formas graves da doença no coração e poderão ter uma vida praticamente normal.

Os comprometimentos digestivos se traduzem geralmente pelo aumento do calibre do esôfago ou porções finais do intestino. Essas alterações podem determinar dificuldade progressiva para deglutir e constipação intestinal prolongada.

O diagnóstico da doença de Chagas

Através dos sintomas acima descritos e história de contato com o barbeiro pode-se suspeitar da doença de Chagas. Entretanto, para se ter certeza, exames especiais são necessários. Na fase aguda deve-se procurar o Trypanosoma cruzi no sangue e na fase tardia da doença são necessários outros métodos, as reações sorológicas, já que a quantidade de tripanossomas no sangue é muito pequena nessa fase. Há vários tipos dessas reações, sendo as mais usadas a imunofluorescência e de Guerreiro Machado.

Combate à doença de Chagas

Apesar de muitas pesquisas e de grandes progressos alcançados no estudo da doença de Chagas, o seu tratamento apresenta, ainda hoje, muitos problemas. Alguns medicamentos já existem, capazes de matar e destruir o Trypanosoma cruzi no período inicial da doença, trazendo esperanças a muitas pessoas infectadas. Compete ao médico decidir sobre a necessidade e a conveniência do tratamento de cada caso, individualmente. Os cientistas prosseguem pesquisando novos medicamentos contra o terrível tripanossoma. Infelizmente, as lesões do coração e outros órgãos, que já estiveram presentes são irreversíveis e não serão curados com a eliminação do parasito. Cuidados médicos especiais deverão ser instituídos frente aos sinais mais graves da doença.

Não existe vacina contra a doença de Chagas, e a melhor maneira de enfrentá-la ainda se dá por meio da prevenção e do controle, combatendo sistematicamente os vetores, mediante o emprego de inseticidas eficazes, construção ou melhoria das habitações para evitar a proliferação dos barbeiros, eliminação dos animais domésticos infectados, uso de cortinados nas casas infestadas pelos vetores, controle e descarte do sangue contaminado pelo parasita e seus derivados.

 


Elefantiase



A filariose ou elefantiase é a doença causada pelos parasitas nemátodes Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, comummente chamados filária, que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema. Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia ou Aedes, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematódeo obstrui o vaso linfático, o edema é irreversível, daí a importância da prevenção com mosquiteiros e repelentes, além de evitar o acúmulo de águas paradas em pneus velhos, latas, potes e outros.

As formas adultas são vermes nemátodes de secção circular e com tubo digestivo completo. As fêmeas (alguns centímetros) são maiores que os machos e a reprodução é exclusivamente sexual, com geração de microfilárias. Estas são pequenas larvas fusiformes com apenas 0,2 milímetros.

As larvas são transmitidas pela picada dos mosquitos e da mosca Chrysomya conhecida como Mosca Varejeira. Da corrente sanguínea elas dirigem-se para os vasos linfáticos, onde se maturam nas formas adultas sexuais. Após cerca de oito meses da infecção inicial (período pré-patente), começam a produzir microfilárias que surgem no sangue, assim como em muitos orgãos. O mosquito é infectado quando pica um ser humano doente. Dentro do mosquito as microfilárias modificam-se ao fim de alguns dias em formas infectantes, que migram principalmente para a cabeça do mosquito.

Afeta 120 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da OMS. Só afeta o ser humano (outras espécies afetam animais).

O Wuchereria bancrofti existe na África, Ásia tropical, Caraíbas e na América do Sul incluindo Brasil. É transmitido pelos mosquitos Culex, Anopheles e Aedes.
O Brugia malayi está limitado ao Subcontinente Indiano e a algumas regiões da Ásia oriental. O transmissor é o mosquito Anopheles, Culex ou Mansonia.
O Brugia timori existe em Timor-Leste e Ocidental, do qual provém o seu nome, e na Indonésia. Transmitido pelos Anopheles.

Mosquito Anopheles gambiaeO parasita só se desenvolve em condições úmidas com temperaturas altas, portanto todos os casos na Europa e EUA são importados de indivíduos provenientes de regiões tropicais.

O período de incubação pode ser de um mês ou vários meses. A maioria dos casos é assintomática, contudo existe produção de microfilárias e o indivíduo dissemina a infecção através dos mosquitos que o picam.

Os episódios de transmissão de microfilárias (geralmente à noite, a depender da espécie do vetor) pelos vasos sanguíneos podem levar a reações do sistema imunitário, como prurido, febre, mal estar, tosse, asma, fatiga, exantemas, adenopatias (inchaço dos gânglios linfáticos) e com inchaços nos membros, escroto ou mamas. Por vezes causa inflamação dos testículos (orquite).

A longo prazo, a presença de vários pares de adultos nos vasos linfáticos, com fibrosação e obstrução dos vasos (formando nódulos palpáveis) pode levar a acumulações de linfa a montante das obstruções, com dilatação de vasos linfáticos alternativos e espessamento da pele. Esta condição, dez a quinze anos depois, manifesta-se como aumento de volume grotesco das regiões afectadas, principalmente pernas e escroto, devido à retenção de linfa. Os vasos linfáticos alargados pela linfa retida, por vezes rebentam, complicando a drenagem da linfa ainda mais. Por vezes as pernas tornam-se grossas, dando um aspecto semelhante a patas de elefante, descrito como elefantíase.

O diagnóstico é pela observação microscópica de microfilárias em amostras de sangue. Caso a espécie apresente periodicidade noturna, é necessário recolher sangue de noite, de outro modo não serão encontradas. A ecografia permite detectar as formas adultas. A serologia por ELISA também é útil.

São usados antiparasíticos como mebendazole. É importante tratar as infecções secundárias.

Há um programa da OMS que procura eliminar a doença com fármacos administrados como prevenção e inseticidas. É útil usar roupas que cubram o máximo possível da pele, repelentes de insetos e dormir protegido com redes.


 

 

 

 

 


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